FEIRA DO LIVRO
Como diria o meu amigo B.B.: "Bom, isto passou-se..."
Não dei pela programação cultural. Muito menos pelo país convidado (que tem uma literatura cada vez mais forte e variada). Nos dois casos, é pena.
Alguém escrevia, ontem, num jornal, que já não há pachorra para ler o que se diz sobre as feiras do livro. E, contudo...
O facto é, que me lembre, a única que teve um sucesso claro, foi a organizada pela Clara Ferreira Alves e a casa Fernando Pessoa. As últimas, coordenadas por gente com mérito e que estimo, foram ou elitistas, ou pura simplesmente desinteressantes. Este ano, nem ninguém deu por nada. Estou a falar de Lisboa. No Porto, não sei.
Há qualquer coisa de festa entre os apreciadores de livros que não aconteceu. Sim, compraram-se alguns. Sim, os jacarandás continuavam em flor. E sim, nós, os autores, já temos umas cadeirinhas mais confortáveis do que as plásticas do AKI com que nos costumavam brindar.
Mas ainda não se encontrou a fórmula que reúna um grande número de visitantes, a aproximação entre quem escreve e quem lê e a possibilidade de promover debates e lançamentos que interessem às pessoas.
Já não há pachorra, nisso a senhora tem razão, mas muitos de nós, sentimos que as feiras do livro são cada vez mais oportunidades perdidas.
Sem comentários:
Enviar um comentário